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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Dança de salão agita Terceira Idade 
 Igor Galante

 A idade pode não ser de menina, mas a vitalidade, o gingado e a destreza com que executam os passos mais loucos da dança não deixam dúvidas de que elas dão um banho de talento na pista, derramando um rastro de alegria de viver. É isso mesmo. A Terceira Idade está encontrando na dança de salão sua válvula de escape da depressão e do baixo-astral, ao mesmo tempo em que espanta os riscos de boa parte das doenças da velhice.
Em Rio Preto, um grupo de cerca de 60 senhoras, com idades entre 46 e 76 anos, já se entregou aos benefícios da dança de salão e não erra um passo seja de tango, gafieira, bolero, rumba, salsa ou tcha tcha tcha. “A dança aumenta a minha auto-estima e me enche de entusiasmo de viver. Ao dançar, o lema é ‘Xô, depressão”, relata a aposentada Maria Helena de Silvio, 53 anos. Ela, que nunca havia dançado, nem na juventude, começou há quatro anos, por recomendação médica, pois tinha tendência à depressão. “Eu resolvi adotar a dança de salão como um exercício físico”, diz a assistente social aposentada Maria Thereza da Costa, 67. “Eu sou do tempo que Thereza se escrevia com ‘Th’”, brinca. Depois que se aposentou, ela, que tinha uma vida bastante ativa, começou a engordar. Seu geriatra lhe indicou esportes. Ela optou pela dança. O resultado foi melhor do que o esperado. “Estou dançando há dois anos e já emagreci 7 quilos”, confessa. Confiante, positiva e solteira, ela dá um show nos bailes. Mas por mais incrível que pareça, ainda toma alguns “chás de cadeira”. “Geralmente, nos bailes para terceira idade, vão os casais. Só que sempre pinta algum ‘avulso’ que a gente tira para a pista”, diz. “Hoje eu faço passos que até os mais jovens se espantam”, rebate a aposentada Célia Monteiro dos Santos, 54 anos. “A dança é uma verdadeira terapia. A auto-estima vai lá em cima”, resume. Célia começou a dançar há 3 anos. Extremamente ativa, dificilmente é encontrada em casa. É mais fácil achá-la no clube Palestra, jogando vôlei, peteca, ou dançando. Em sua casa há estante cheia de troféus conquistados em campeonatos. “É o meu orgulho”. Quando se aposentou, ela conta que nem quis dar tempo para que a depressão se aproximasse e logo se ocupou do que fazer. “Estou vivendo agora; vou dedicar-me a mim”, avisa a aposentada.

 Para Guto Rodrigues, 29, professor de dança de salão do grupo de terceira idade, dançar é o melhor remédio para o corpo e para a mente. “A dança é um estímulo para elas não ficarem presas em casa”. Segundo Rodrigues, pelo lado psicológico, a prática desta atividade ajuda a mudar o visual da turma, que se sente mais auto-confiante. Na parte física, no entanto, os benefício vão além. “Em uma aula de tango, por exemplo, elas chegam a queimar 500 calorias”, garante o professor. Além disso, a dança melhora a circulação sanguínea e a coordenação motora. Mas há um detalhe muito importante: “Todas as alunas passam por uma avaliação física antes de começar a dançar, pois os passos exigem bastante delas”, conta.

“Eu danço três vezes por semana, mas não posso bobear, por isso também faço ginástica na academia”, diz Maria Helena. “A gente não tem mais a flexibilidade dos 20 anos; tudo depende de investir também em atividades físicas”, acresce Célia.

Campanha investe nas pessoas idosas

Existem 14 milhões de brasileiros (55,1% mulheres e 44,9% homens) acima de 60 anos, segundo o Censo 2000 do IBGE. Eles serão 32 milhões em duas décadas, de acordo com estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). A expectativa de vida deve saltar para 80 anos até o ano de 2025.

“O idoso está no centro dos debates: de um lado, cresce o espaço que eles ocupam na vida das famílias - muitas vezes o dinheiro da aposentadoria do vovô ou da vovó é a maior fonte de renda familiar; de outro, a Terceira Idade ganha vida própria, com cuidados, passatempos e até viagens específicas”, diz a médica geriatra Maristela Soubihe. Em São Paulo, por exemplo, funciona uma agência de viagens, a Apel, especializada em turismo cultural para a Terceira Idade. “Quanto mais a sociedade e as empresas se conscientizarem do quanto é importante aproveitar experiências já vividas, mais fácil será para os jovens entender a importância de aprender com os mais velhos, o que contribui para o resgate da cidadania das pessoas idosas”, diz.

Fonte: Diario Web




segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Alongue-se


Quem pratica atividades físicas regularmente já sabe: alongar é fundamental para proteger os músculos. Mas se você acha que os alongamentos servem apenas para estas pessoas, pode começar a mudar de opinião. Seus benefícios, para o corpo e a mente, são inúmeros.

Para começar, o alongamento é um exercício muito completo, que vai tirá-la do sedentarismo. “Dentre vários benefícios, tornar a pessoa ativa é o mais importante”, afirma Bárbara Gandia, personal trainer de São Paulo.

Mas os benefícios não param por aí. Logo após alongar, percebe-se uma sensação de corpo e mente relaxados. Com a prática constante, ocorre uma melhora da coordenação, as chances de lesões musculares são diminuídas, a postura melhora e a circulação sangüínea também, além de evitar a dor depois dos treinos. “Além disso, a pessoa que pratica alongamentos regularmente adquire uma maior consciência de seu corpo”, afirma Bárbara.

Quem pode alongar

Segundo Bárbara, os alongamentos podem e devem ser feitos por todas as pessoas, desde que de maneira correta e com a orientação devida. Somente pessoas com alguma evidência ou diagnóstico de processos inflamatórios ou com fraturas recentes devem evitá-lo.

Quando alongar

“Digo aos meus alunos que sempre se deve alongar. As pessoas não costumam dar importância ao ato de espreguiçar pela manhã, por exemplo, mas está é uma prática muito importante, onde preparamos nosso corpo para iniciar o dia”, ensina a personal.                      Em teoria, os alongamentos devem ser feitos antes e depois de qualquer prática física.
Antes, protege os músculos. Depois, mantém a flexibilidade e evita o aparecimento de lesões. Sem um alongamento depois dos exercícios, os músculos ficam tensos. Com o tempo, podem aparecer as lesões. 


Tipos de alongamento

Suave: é o alongamento em que você vai até o ponto onde sente tensão e mantém-se ali por alguns segundos. Este alongamento reduz a rigidez muscular e prepara os tecidos para o alongamento progressivo.
Progressivo: deve ser executado após o alongamento suave, avançando um pouco no movimento e mantendo por cerca de 20, 30 segundos. O alongamento progressivo aumenta a flexibilidade dos músculos. A tensão diminui conforme os segundos passam. Caso não diminua, ceda ligeiramente.
Passivo: o movimento, executado com o auxílio de outra pessoas ou algum material, como uma barra de ferro, é lento e constante até encontrar o limite muscular.
Ativo: aqui o praticante deve alcançar a maior amplitude através de sua própria força.


Dicas para alongar com segurança

Os exercícios geralmente são fáceis e qualquer pessoa pode praticar, contanto que alguns cuidados sejam tomados. Um pré-aquecimento do corpo é recomendado. Pode ser uma caminhada de cinco ou dez minutos, que aumenta a temperatura e favorece a mobilidade muscular. Segundo Bárbara, se o alongamento for feito sem o aquecimento do corpo, deve-se atentar para a intensidade da tensão aplicada na musculatura. O mais recomendado é que se realize um alongamento bem leve. Os movimentos devem ser feitos sempre lentamente e de maneira suave, prestando atenção ao que o seu corpo responde.

No início, é normal estar com pouca flexibilidade, mas não force para alongar mais. Pare quando sentir uma leve tensão. “Se sentir dor intensa, relaxe o músculo para evitar lesões”, ressalta Bárbara.

·         Mantenha o alongamento por pelo menos dez segundos, mas se quiser, pode ficar até um minuto alongando na mesma posição.
·         Não balance o corpo durante a execução nem dê solavancos para forçar mais. Estes movimentos contraem os músculos e a intenção do alongamento é exatamento o contrário disso.  
·         Aumente a intensidade dos exercícios gradualmente, conforme eles forem ficando mais fáceis de ser executados. Evite prender a respiração enquanto alonga e preste atenção também à postura.
·         Por fim, lembre-se que os alongamentos fazem parte da rotina de exercícios. Se você quiser somente alongar, muito bem, colherá os benefícios em breve. Se você preferir outras atividades, evite problemas futuros alongando antes e depois.

Por Virgínia Vargas

Escolha seu par




Há trinta anos, os adolescentes encontravam o sexo oposto em bailes de salão organizados por clubes, igrejas ou pais responsáveis preocupados om o sucesso reprodutivo de seus rebentos.

Na dança de salão o homem tem uma série de obrigações, como cuidar da mulher, planejar o rumo, variar os passos, segurar com firmeza e orientar delicadamente o corpo de uma mulher. Homens levam três vezes mais tempo para aprender a dançar do que mulheres. Não que eles sejam menos inteligentes, mas porque têm muito mais funções a executar. Essa sobrecarga em cima do homem permite à mulher avaliar rapidamente a inteligência do seu par, a sua capacidade de planejamento, a sua reação em situações de stress. A mulher só precisa acompanhá-lo. Ela pode dedicar seu tempo exclusivamente à tarefa de avaliação do homem.

Uma mulher precisa de muito mais informações do que um homem para se apaixonar, e a dança permitia a ela avaliar o homem na delicadeza do trato, na firmeza da condução, no carinho do toque, no companheirismo e no significado que ele dava ao seu par. Ela podia analisar como o homem lidava com o fracasso, quando inadvertidamente dava uma pisada no seu pé. Podia ver como ele se desculpava, se é que se desculpava, ou se era do tipo que culpava os outros.

Essa convenção social de antigamente permitia ao sexo feminino avaliar numa única noite vinte rapazes entre os 500 presentes num grande baile. As mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam. Em poucos minutos conseguiam ter uma primeira noção de inteligência, criatividade, coordenação, tato, carinho, cooperação, paciência, perseverança e liderança de um futuro par.

Infelizmente, perdemos esse costume porque se começou a considerar a dança de salão uma submissão da mulher ao poder do homem, porque era o homem quem convidava e conduzia a mulher.

Criaram o disco dancing, em que homem e mulher dançam separados, o homem não mais conduz nem sequer toca no corpo da mulher. O som é tão elevado que nem dá para conversar, os usuais 130 decibéis nem permitem algum tipo de interação entre os sexos.

Por isso, os jovens criaram o costume de "ficar", o que permite a uma garota conhecer, pelo menos, um homem por noite sem compromisso, em vez de conhecer vinte rapazes numa noite, também sem compromissos maiores.

Pior: hoje o primeiro contato de fato de um rapaz com o corpo de uma mulher é no ato sexual, e no início é um desastre. Acabam fazendo sexo mecanicamente em vez de romanticamente como a extensão natural de um tango ou bolero. Grandes dançarinos são grandes amantes, e não é por coincidência que mulheres adoram homens que realmente sabem dançar e se apaixonam facilmente por eles.

Masculinizamos as mulheres no disco dancing em vez de tornar os homens mais sensíveis, carinhosos e preocupados com o trato do corpo da mulher. Não é por acaso que aumentou a violência no mundo, especialmente a violência contra as mulheres. Não é à toa que perdemos o romantismo, o companheirismo e a cooperação entre os sexos.

Hoje, uma garota ou um rapaz tem de escolher o seu par num grupo muito restrito de pretendentes, e com pouca informação de ambas as partes, ao contrário de antigamente.

 Eu não acredito que homens virem monstros e mulheres virem megeras depois de casados. As pessoas mudam muito pouco ao longo da vida, na realidade elas continuam a ser o que eram antes de se casar. Você é que não percebeu, ou não soube avaliar, porque perdemos os mecanismos de antigamente de seleção a partir de um grupo enorme de possíveis candidatos.

Fico feliz ao notar a volta da dança de salão, dos cursos de forró, tango e bolero, em que novamente os dois sexos dançam juntos, colados e em harmonia. Entre o olhar interessado e o "ficar" descompromissado, eliminamos infelizmente uma importante etapa social que era dançar, costume de todos os povos desde o início dos tempos.

Se você for mãe de um filho, ajude a reintroduzir a dança de salão nos clubes, nas festas e nas igrejas, para que homens aprendam a lidar com carinho com o corpo de uma mulher. Se você for mãe de uma filha, devolva a ela a oportunidade que seus pais lhe deram, em vez de deixar sua filha surda, casada com um brutamontes, confuso e isensível idiota.

 Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
 Editora Abril, Revista Veja, edição 1877, ano 37, nº 43, 27 de outubro de 2004, página 22

sábado, 19 de janeiro de 2013



Homens...a dança como forma de sedução


A dança é excelente para a perda de peso,  aumento da flexibilidade, melhora da coordenação motora e para o condicionamento físico em geral.

Mas não é só isso, ela é muito prazerosa e isso é comprovado cientificamente: durante a atividade ocorre a liberação de endorfina (hormônio relacionado ao prazer).

Homens que sofrem de timidez ou tem dificuldade em socializar devem experimentar. É também uma forma de terapia para quem anda triste e até depressivo. Todos devem aderir...as mulheres adoram!

Um homem que sabe dançar ganha muitos pontos na hora da paquera, é uma verdadeira arma de sedução.
E chega de pensar que “dançar” compromete a masculinidade. Não perca a oportunidade de aprender somente por preconceito. Seja, forró, samba, dança de salão, zouk, axé, sertanejo,  etc.

Adote está ideia, ganhe postura, alegria e  uma vida social saudável.

terça-feira, 27 de março de 2012

Um texto interessante retirado do Facebook

Mensagem aos "professores de dança" 

O que aconteceu com a qualidade no ensino da dança? Pra onde ela foi? Em algum momento ela já existiu? 

Me lembro quando meu primo tentava grafitar desenhando um produto finalizado, e eu dizia a ele que ele tinha que aprender a construção das letras primeiro, e trabalhar a partir daí. 

Eu vi muitas aulas desse tipo, tanto na comunidade quanto na perspectiva "coreográfica comercial" e penso que eles estão tentando dar a você um produto finalizado sem ensino, sem construir ou desenvolver uma estrutura sólida de expressão corporal, musicalidade real, valores estéticos, identidade cultural, significado espiritual, sem conexão emotiva, sem vocabulário... 

Mas, Wow! "Aquela coreografia que fizemos foi tão legal!"... Triste. E o pior é que você aceita isso. Deixe-me dizer isso aos "professores" em nome dos alunos que realmente desejam aprender... No caso de você estar se perguntando, eu vim aqui hoje para aprender uma forma particular de dança, para aprender sobre o uso do corpo e não para fazer formas e manter posições. 
Vim desenvolver meu ouvido corpóreo em relação com a música. Vim compreender uma comunidade e uma perspectiva cultural nas práticas de danças urbanas. Não vim assistir você flertar com a garota na primeira fila. Não paguei para você organizar seu show particular. Não vim aqui para assistir seu prazer exibicionista de magnanimidade auto-indulgente. Não vim para você me ignorar, nem para ser usado como boneco para você testar sua nova coreografia para a nova música que você ouviu. Não, não vim dançar sua expressão, vim buscar informação para me ajudar a achar minha própria voz. 
Vim para entender a dança e não para simplesmente imitar o movimento da dança. E não, não concordo com você fazer um video de sua própria coreografia e postar, na tentativa de conseguir mais trabalho aos custos do meu "não aprendizado". Não vim aqui preencher sua agenda pessoal. Vim, e paguei para ser educado. Não me importa se você é popular ou mesmo um grande dançarino, pois isso não o qualifica a ser um bom ou ótimo professor. 
Não me importa se você esteve na televisão, isso não o qualifica a ensinar dança. Não me importa se você tem um show brilhante, ou que você esteve em turnê com um artista pop. Mesmo isso tudo sendo legal, ainda assim não lhe qualificam a ensinar dança. E não me importa que música você vai tocar na aula de hoje... o que isso tem a ver com sua habilidade de ensinar dança? 

Seu poder de marketing deveria vir da alta qualidade de ensino que você fornece, junto a sua habilidade de dançar e explicar movimentos, o uso do corpo, etc... E não me diga que o post da musica é como você faz as pessoas virem à sua aula. Soa como um truque de marketing. Se você tem que enganar as pessoas para que venham, você não deveria estar ensinando. As vezes crianças são enganadas com doces e brinquedos por bom comportamento. Triste, mas é verdade. Então você engana seus alunos com uma música? Eles recebem música, coreografia, mas não educação.
 Dá pra entender porquê as pessoas são ótimas mímicas de dança, repetidoras de coreografia, mas ainda assim não conseguem dançar! Você está apenas os dando o "doce da dança". Os sorrisos estão brilhantes, os calcanhares estão altos e as câmeras estão prontas, mas os pés e as habilidades para dançar de dentro pra fora estão podres até as raízes. Há algum doutor da dança por perto? Precisamos remover o tumor da lavagem cerebral que "professores" e o consumismo plantou nas mentes dos jovens dançarinos. 

Conclusão: Acordem! Eu entendo que existem muitos motivos para estudar dança. Talvez este seja o problema, você não está "estudando dança", está apenas "fazendo aulas de dança". Talvez você só esteja querendo suar, se for o caso, tenha um bom exercício. Talvez você só queira levantar seu espírito, talvez você só esteja querendo se livrar do stress do seu dia ou sua semana. Talvez você somente queira melhorar sua habilidade de aprender coreografia, e se este for o caso, faça aulas de diferentes instrutores em diferentes formas. Fazer a mesma aula da mesma pessoa só vai lhe tornar melhor em dançar as coreografias desta pessoa. Talvez você só queira se divertir, e se for este o caso, lhe desejo muita diversão. Talvez você faça esta aula porque você acha que o instrutor é um bom dançarino, o que não vai tornar você um bom dançarino, mas aproveite. Tudo que posso dizer é, você está pagando por isso, portanto, saiba porquê você está fazendo aula, o que você quer ganhar com a aula, saiba quais objetivos você quer atingir e "PELO AMOR DA DANÇA", saiba a diferença entre aprender a dançar e repetir uma coreografia. 

Se você leu isso e pensou, "ele não está falando comigo..." eu provavelmente estou sim. Eu tinha você em mente quando pensei e escrevi isso. Por favor, pare de degradar o título de professor de dança sugerindo que é fácil ou que se eles podem acompanhar uma coreografia, eles estão aprendendo a dançar. E parem de dizer que dançarinos de outros países não sabem dançar. Eles têm suas próprias danças folclóricas, claro que eles sabem dançar. Eles só não usam seus corpos da mesma maneira que nós, mas eles sabem dançar sim. Talvez seja você que não saiba ensinar. [Moncell "Ill Kosby" Durden]

Dábila Cazarotto

sábado, 17 de março de 2012

Cada um tem seu jeito...

O casamento perfeito é quando os jeitos se encontram.



















Há pessoas que precisam repetir 30 vezes o mesmo passo em um mesmo dia. Outras, repetir uma vez, todo dia. Há quem aprenda sob pressão, há quem aprenda aos poucos.
Sendo assim, é bacana perceber como é o nosso jeito. Se você adora repetir mil vezes um passo e ter um professor ao seu lado dizendo “Vamos lá, mil e uma…”, não terá paciência com aquele que não age dessa forma. Se for da mesma turma que eu, devagar e sempre, precisa de um professor que repete o mesmo passo, com combinações diferentes, de tempos em tempos.

Porque não há um jeito certo de ensinar. Cada pessoa tem o seu tempo de aprender. E enquanto você não descobrir qual é o seu, viverá achando que o problema está no método, no estúdio, no professor, em você. Quando, na verdade, era só uma questão de acertar o relógio.

By Dança do Ventre – Luciana Saltó

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dança de salão : O primeiro passo para uma vida mais harmônica

Forró, gafieira, rock, bolero, tango, zouk, salsa ou merengue. Você já se arriscou em um desses ritmos? Embora muitos interessados ainda se intimidem a dar os primeiros passos, especialistas garantem que a dança de salão é uma atividade recomendada a todas as pessoas que desejam ter uma vida com mais harmonia. Além dos benefícios físicos, a melhora da saúde mental e da qualidade de vida são ganhos imediatos quando se começa a dançar.

Assim como outras atividades físicas, a dança libera endorfina, substância que atua no sistema nervoso, reduzindo o stress e prevenindo transtornos depressivos. Além disso, dançar aumenta a autoestima”, diz André Toffani, proprietário e professor da André Toffani Danças. 

O especialista afirma que a sensação de bem-estar ocorre porque ao dançar você parte do movimento, mas passa pelo envolvimento com a música e com seu parceiro de dança. “Tudo isso, além de trazer prazer e alegria, isola sua mente dos problemas do dia-a-dia”, diz.

Para o professor Ivan Ribeiro, dono da Interacto, escola especializada na modalidade, essa arte também resgata a afetividade em um mundo onde é cada vez mais comum encontrar homens e mulheres com dificuldades de relacionamento. “As pessoas conversam menos, se tocam menos e sofrem cada vez mais com esse distanciamento”, diz.  Ribeiro acrescenta que o contato com os parceiros de dança permite aos alunos resgatar o cuidado afetivo.

Se dançar já é um santo remédio para a mente, para o corpo isso não é diferente. “A dança de salão fortalece o sistema cardiorespiratório, tonifica os músculos das pernas e glúteos e define os músculos peitorais, além de melhorar a coordenação motora e permitir uma consciência do próprio corpo”, afirma Ribeiro. 

Toffani lembra também que a dança é capaz de prevenir doenças neurodegenerativas, como o mal de Parkinson e o Alzheimer.

E quem acha que dançar não emagrece, saiba que a perda de calorias em uma aula pode variar de 300 a 800 Kcal. “A perda de peso depende do conteúdo e da intensidade das aulas. Há os ritmos mais moderados como o bolero e os que exigem mais do corpo como salsa, samba-rock e gafieira. O forró já é um ritmo que dá para dançar tanto com música lenta como rápida.”, esclarece Ribeiro.

Além disso, a prática regular da dança proporciona o aumento da consciência corporal. “As pessoas passam a cuidar mais de sua alimentação e de sua saúde e tudo isso contribui para a melhora do desempenho físico”, explica Toffani.

Com ou sem par, se você sente vontade ou curiosidade de dançar, é hora de se mexer. “É possível começar em qualquer ritmo. Em apenas quatro aulas, o aluno aprende ritmos como o merengue e movimentos do samba de gafieira e do forró. Com o tempo, há pessoas que desenvolvem níveis altíssimos de dança”, conta Toffani. 

O ideal é que os interessados façam uma aula experimental em uma academia especializada para terem noção de como tudo funciona. “Muitos têm receio ou timidez, mas quando fazem a primeira aula percebem o tempo que perderam”, finaliza.

Por: Mariana Teodoro (Blog Abilio Diniz)

Não é exibido? Vai dançar mal

Desenvolvi uma teoria: "Só os exibidos dançam bem."

O que não significa que todo  exibido dance bem. Há aqueles que exageram, passam do ponto, ficam caricatos. Não raro provocam risos. 

Os puros, tímidos e modestos ao extremo  são travados, nunca se soltam, e portanto não conseguirão dançar bem.
É muito fácil perceber: os exibidos, profissionais ou amadores, tanto faz, que gostam de ser apreciados nas pistas (ou palcos) vão dar sempre o máximo, com todas as energias, para bem impressionar. Serão aplicados no aprendizado. 

Vão ralar buscando técnicas novas.Tentarão sempre a auto-superação, para chegar mais longe. Serão inclusive mais cuidadosos com o corpo. Vão buscar alimentação saudável e sem excessos, evitando o sobrepeso.

Já os despojados, displicentes, sem ambição, que não estão nem aí para a torcida, para eles tanto faz... Abusam na mesa, sem limites, e não fazem exercícios. Alguns se encharcam de bebidas alcoólicas e vão dançar, com o labirinto prejudicado. E dá para fazer giros nesse estado?

E mais: faz parte do verdadeiro exibido, no caso do homem, querer encantar a dama. Não adianta o cara saber todos os passos do mundo se dançar sozinho. A mulher tem que compartilhar e acima de tudo sentir prazer na dança. Para depois contar para as outras... É também uma forma de sedução. É a glória do exibido.

O modesto e tímido, por sua vez, terá uma dança sem vaidade e sem energia. Para ele basta curtir o prazer pessoal, limitado e banal. Pouco importa a dama, muito menos quem está de fora, olhando. Para que passar trabalho e aprender técnicas? É o cara do eterno feijão com arroz.

Com mulheres não é diferente. A medíocre na dança olha para os lados, masca chiclete, abraça mal, não troca energias, não tem reflexo. Fora aquelas que se apoiam em você, com todo o peso... Com essas, o melhor momento é o fim da música. Engana-se quem achar que alguns personais não ganham duramente sua grana...

A exibida, ao contrário, sorri, rebola a bundinha, busca efeitos de pernas, demonstra que está curtindo, geralmente é leve, sua dança flui gostoso e jamais fica falando “desculpe, errei”: conserta logo, com um improviso rápido, que surpreende e conquista o homem.

Conclusão: só os exibidos, que se esmeram, dançam bem. 

E para eles, e elas, sem “público” não tem nenhuma graça. 

Ou estou mentindo?

Fonte: Jornal Dance

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Lições de negócios na dança de salão !!!

Não é só das 9h às 18h que um profissional aprende lições valiosas para a carreira. 

Pelo contrário: muitas vezes, experiências fora do local de trabalho – que ocorreram durante um evento familiar, esportivo ou simplesmente na prática de um hobby – podem representar uma representação valorosa para uma carreira. No caso dessa  executiva norte-americana, perfilados pelo jornal “New York Times”, o aprendizado se deu em salões de baile.

Catherine Burzik, que teve passagens pela Kodak e Johnson & Johnson e hoje é CEO (presidente) da Kinetic Concepts, aplica o que aprende em seu principal hobby – a dança de salão – ao dia a dia dos negócios. 

Ela e o marido gostam tanto de dançar que até construíram um salão de baile em sua própria casa.

Catherine justifica o uso dos princípios aprendidos no salão de baile ao mundo dos negócios: 
- “Duas pessoas só dançam bem juntas se estiverem intimamente ligadas" – você aprende o poder das parcerias. 

No meu caso, tenho de estar conectada ao meu parceiro – ele como líder e eu como seguidora. 

Tenho que usar a intuição em frações de segundo e tenho de responder a ordens. 

De certa forma, você aprende a ler a mente das pessoas.

Por Fernando Scheller

Prática de esportes desenvolve o cérebro


É comum falar sobre os benefícios da prática de exercícios físicos, principalmente, para o corpo e pela saúde. Entretanto, as informações sobre a melhoria que o esporte pode causar no cérebro dos praticantes ainda são pouco compartilhadas.

De acordo com cientistas, fazer artes marciais, dança, natação, entre outros esportes, pode favorecer o bombeamento de sangue o que sugere mais oxigênio pelo corpo. Se os exercícios forem regulares os riscos de a pessoa sofrer um AVC (acidente vascular cerebral) são reduzidos.

As pesquisas sobre esta relação foi coordenada pelo professor do Departamento de Neurologia da Unicamp, Li Li Min. Segundo ele, os exercícios estimulam a criação de novos neurônios, o que contradiz a informação de que as pessoas nascem com uma quantidade certa de neurônios e tais números diminuem ao longo dos anos."Além de possibilitar o ganho de novos neurônios, o exercício aumenta a capacidade de interação e comunicação entre eles, que é o que chamamos de sinapse", afirma Min.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores analisaram imagens cerebrais de oito lutadores de judô, oito corredores de maratonas de longa distância e 20 sedentários. Naqueles que praticam esportes foi percebido uma aumento na massa cinzenta. Tal “ampliação” da massa do cérebro também foi uma descoberta. Acreditava-se que apenas algumas doenças poderiam causar este aumento do órgão, mas o professor Min apontou que, assim como os músculos do corpo, o cérebro também pode “ganhar massa” e dependendo de qual região isto ocorre, o ganho está associado à determinada prática esportiva.

"A pesquisa serviu para mostrar a capacidade adaptativa do cérebro aos exercícios. Se a prática de esportes pode influir inclusive na plasticidade da massa cinzenta, fazendo com que áreas do cérebro se desenvolvam mais, isso indica que os benefícios das atividades físicas são mesmo inegáveis à mente", afirma Min.

Com informações de Vida Simples.

Redação CicloVivo

domingo, 23 de outubro de 2011

Terapia com célula-tronco regenera cartilagens

Método, que utiliza as células-tronco do próprio paciente, pode interromper patologia comum em bailarinos
Por Diana Brtio – Rio

Uma lesão no quadril, diagnosticada no final do ano passado, quase interrompeu a carreira do bailarino Cleber Fantinatti, 28, integrante da Companhia Oficial de Balé da Cidade de São Paulo.

Graças a um tratamento, ainda experimental, com células-tronco, Fantinatti recuperou-se e conseguiu participar de um dos espetáculos mais almejados por ele: a reabertura do Teatro Municipal de São Paulo, em junho.

O procedimento foi feito pelo ortopedista carioca Carlos Bittencourt, 60, professor de ortopedia do curso de Medicina da UFF (Universidade Federal Fluminense).

Ele faz testes há quase um ano com plaquetas associadas a células-tronco adultas expandidas, retiradas dos próprios pacientes.

Em estudo ainda inédito, o médico afirma que a aplicação da substância pode regenerar a cartilagem lesionada em cerca de seis meses.

Fantinatti não é o único bailarino a sofrer deste tipo de lesão. Por conta do esforço físico, problemas nas articulações principalmente dos quadris são comuns nessa categoria profissional.

Desde o início do ano, o ortopedista Bittencourt fez o mapeamento das articulações de 30 bailarinos profissionais do Rio e São Paulo, com foco principalmente na região dos quadris. O objetivo do estudo é diagnosticar precocemente a patologia por meio de exames de imagem e, assim, impedir que as lesões se tornem mais graves.

"Poderemos interromper essa degeneração da articulação, tão comum em bailarinos, fazendo uma simples infiltração", afirma. A intenção do médico é mapear pelo menos 300 bailarinos profissionais do país.

TRATAMENTO: Segundo o ortopedista, o tratamento com células-tronco e plaquetas pode ser feito de três maneiras, dependendo da gravidade da lesão.

A primeira é por meio de procedimento menos invasivo, com injeção intra-articular em casos de pequenas lesões, como o de Cleber.

Também pode ser realizado por meio de artroscopia (cirurgia feita com sistema ótico de visualização do interior de uma articulação), em casos de degeneração maior.

Uma terceira opção, para os casos mais graves, é uma cirurgia mais complexa, com a abertura da articulação.

As células-tronco são retiradas da medula óssea um mês antes da aplicação.

Em laboratório, o pesquisador inicia o processo de separação e expansão das células-tronco. Depois, aguarda para que as células se multipliquem até chegar à quantidade necessária para o tratamento do paciente.

No dia do tratamento, o sangue do paciente é coletado para a separação das plaquetas, que contêm fatores de crescimento.

O médico injeta as células-tronco e as plaquetas. O procedimento no quadril precisa ser guiado através de imagens de ultrassom ou radioscopia, por se tratar de uma infiltração mais profunda.

Hoje trinta pacientes estão em tratamento, a maioria com lesões no quadril, semelhantes a de Fantinatti.

                                            Cleber Fantinatti voltou a dançar / Foto deEduardo Knapp - Folhapress

DEPOIMENTO: "Em quatro meses, não sentia mais dores", revela bailarino

O risco de não voltar a dançar levou o bailarino Cleber Fantinatti, 28, a submeter-se a uma terapia experimental para curar a lesão no quadril.

"Resolvi fazer o tratamento na tentativa de evitar uma futura operação. Sei que é uma técnica ainda muito nova no Brasil, mas já faz oito meses que fiz a aplicação e não senti nenhum desconforto até hoje", disse à Folha.

Com oito anos de profissão, o dançarino paulista contou que sentia dores incômodas no quadril quando fazia movimentos no balé.Em dezembro, ele aceitou ser o primeiro a realizar o procedimento celular com injeção intra-articular.

"Fui para o Rio fazer a aplicação, que durou de três a quatro minutos. Fiquei dois meses em repouso e voltei a dançar gradativamente. Em quatro meses eu já não sentia mais dor. Se vai servir para sempre, não sei, mas posso afirmar hoje é que não sinto mais aquela dor", disse.

"Ainda não dá para dizer que ele se curou completamente, mas é o que chamamos de medicina baseada em evidências", disse o ortopedista Carlos Bittencourt. (DB)

Fonte: Folha de S. Paulo – Caderno Saúde

sábado, 15 de outubro de 2011

‎"Quanto vale o trabalho de um professor de dança?"

‎É interessante notarmos como, às vezes, uma obra de arte para muitas pessoas seria impossível sua aquisição. Ao contrário a dança, apesar de ser qualificada também como arte, está acessível à maioria das pessoas.Entretanto, há um enorme diferencial entre a dança e outros tipos de arte.

Algumas são únicas e levam o nome de seus criadores e, às vezes, pertencem somente a alguém, enquanto a dança pode ser propriedade de todas as pessoas. Uma das definições de arte é a capacidade de expressar, transmitir sensações ou sentimentos e, a dança, demonstra isso com seus movimentos através da música que, também, é um tipo de arte.O que torna a dança acessível para a maioria das pessoas é a maneira de como pode ser transferida, ou seja, ensinada de uma pessoa à outra.E, nestes casos, é que aparece a importância do professor de dança, que prefiro denominar "arte educador".

Assim como em toda arte, para se dominar sua técnica é necessários dedicação e prática intensa.
Em muitos casos, pessoas que dançam maravilhosamente bem ao transmitirem ou, ensinarem sua arte, não conseguem sucesso tanto quanto o fazem dançando.

Na dança, a maioria das pessoas podem ser dançarinas mas, nem todas podem ensinar a dançar.

Para ser um arte educador é necessário dominar a técnica de canalizar as emoções que envolvem a dança a serviço do desempenho e do aprendizado de cada um. Absorver-se no que se está fazendo e tentar passar sua experiência, é a característica de um arte educador em seu trabalho. Os que se dedicam, realmente, à função, se concentram a ponto de todos não perceberem o tempo passar e, é comum ouvir dos participantes, “nossa! a aula já acabou?”

Outra característica importante do arte educador é a disciplina com que deve conduzir a aula, isto não significa ser sisudo ou mal humorado. A disciplina regula o estado emocional em que cada participante irá se colocar. Exigir um pouco mais de cada um do que o habitual é uma forma de manter a concentração na aula e perceber que se não houver exigências os participantes se entediam, se desmotivam.

Na dança de salão, nunca fui adepto ao ensino de qualificação de aprendizado, como por exemplo, básico, intermediário, avançado, etc. Afinal, num baile todos dançam em harmonia e não há qualificação dos participantes, mesmo porque, estão praticando alguns valores fundamentais de convivência que são; paciência, tolerância e respeito. 

Manter a aula entre evitar o tédio e segurar a ansiedade de se aprender a dançar o mais rápido possível, é tarefa do arte educador.Tornar o desempenho de cada um parecer natural e comum, passando a impressão que o difícil é fácil, deve ser a estratégia do modelo de aula.Manter o desafio da capacidade de cada participante em função de sua aptidão é altamente motivador e torna o aprendizado o mais agradável possível. 

Podemos dizer que a dança de salão nunca esteve tão em moda quanto atualmente e, como em toda área onde a procura é maior do que a oferta, começam a surgir os problemas. Se o interesse pelo aprendizado da dança de salão vem aumentando consideravelmente, o mesmo não acontece com o número de arte educadores regulamentados para exercerem a função compatível com a profissão. 

Para ser um arte educador não basta apenas dançar bem e possuir DRT, CCM, INSS, etc. é necessário ter ouvido emocional, ou seja, ter a capacidade de registrar os sentimentos, interpretar gestos, reconhecer potencial de cada um, administrar suas emoções e ser eficiente.

Por isso a pergunta: Quanto vale o trabalho de um professor de dança?

Texto de: Renato L. Picolo

sábado, 24 de setembro de 2011

“E se as damas conduzissem?”

Boa pergunta. 

Assisti recentemente a um casal dando um show de dança de salão descompromissadamente, apenas se divertindo. Movimentos que eu nunca tinha visto, impossível identificar alguma procedência da coreografia. 

A superioridade da força física do cavalheiro permitiu que ele literalmente fizesse a dama voar como uma boneca de pano desprovida de vontade. A beleza dos movimentos foi de arrepiar e agora fico imaginando se a dama conduzisse, quantos daqueles “voos” seriam possíveis. 

Mas a mulher tem outros atributos que a faz superior ao homem na dança de salão: graça e leveza de movimentos; percepção aguçada da intenção alheia; e capacidade de entregar seu corpo ao sabor das surpresas. 

Deixar-se conduzir corporalmente parece ser algo definitivamente muito mais difícil para a natureza masculina, não por uma questão paradigmática mas pela compleição com que a própria Natureza limitou a tal gênero: a capacidade de se doar.

Comentário por  Nivaldo Campana



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Estudo identifica passos de dança que tornam homens atraentes


Pesquisadores da Universidade britânica de Newcastle realizaram um estudo para descobrir o que faz um homem dançar bem.
Eles digitalizaram jovens dançando no laboratório e, a partir das imagens, criaram filmesno computador que então foram avaliados por mulheres com notas de um a sete. O resultado indica que bons dançarinos são aqueles que fazem muitos movimentos variáveis: tanto amplos, grandes, quanto curtos, alternados.

O segredo estaria, especificamente,nos movimentos da cabeça, do pescoço e do torso. Já o mau dançarino usa movimentos repetitivos e convulsivos.A pesquisa foi inspirada na observação de pássaros.         Como para muitas outras espécies, os movimentos são parte importantíssima dos rituais de acasalamento - um atestado de boa herança genética. Os autores do estudo acreditam que isso também pode ser aplicado às pessoas: quem dança bem parece ser mais saudável.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Dança ajuda a exercitar a mente...

...CONCENTRAÇÃO E MEMÓRIA



Durante muitos anos a dança foi considerada apenas como um instrumento de recreação e lazer. 
Tanto os médicos quanto os leigos, ao pensarem numa atividade física adequada para idosos, consideravam apenas a hidroginástica e a caminhada. Hoje sabemos que a dança é uma atividade física positivamente associada à saúde psicológica e ao bem-estar emocional dos idosos.

Com o advento dos programas educacionais para idosos, a dança passou a fazer parte de todos os módulos de atividade física. Por ser uma atividade aeróbica, muitas vezes é uma recomendação médica com o intuito de amenizar sintomas de algumas doenças como: hipertensão, obesidade, osteoporose, depressão e exercícios para a memória, etc. Além disso, a dança, principalmente a de salão é uma atividade que estimula a sociabilidade e promove o bem-estar emocional.

Memória é fator motivacional para dançar
No Brasil, as pesquisas envolvendo dança e idosos são incipientes, porém as práticas de ensino de dança são muitas. Pessoas que vivenciaram as idas aos grandes bailem em salões, têm em sua memória o registro do prazer que essa atividade proporciona. Por isso, a prática da dança por parte dos idosos deve-se levar em consideração o fator relacionado à memória, às recordações que o idoso traz para o grupo em termos de relatos de experiência e pesquisa de fotos e discos antigos que registram essa época. É essa experiência que o idoso já possui com a dança que o motiva a continuar dançando.

São vários os motivos que levam uma pessoa a procurar a dança como atividade física
Na dança além de exercitar o corpo, a agilidade, coordenação motora e equilíbrio, ela também exercita a mente, a atenção, a concentração e a memória. Diminui o estresse e a ansiedade, além de melhorar a autoestima, porque a dança ajuda na percepção positiva do corpo.

Pesquisas científicas envolvendo dança e idosos comprovam as contribuições para a saúde física e mental dos sujeitos, principalmente no que se refere aos ganhos ligados à força, ritmo, agilidade, equilíbrio e flexibilidade. As atividades físicas, quando praticadas regularmente, retardam as doenças que podem acometer os idosos.

É evidente também a possibilidade de retardar o declínio normal associado ao envelhecimento com a prática da dança. A dança é uma atividade física de corpo e alma. Somos um corpo inteligente, um corpo que sonha, reage, se emociona, sofre e que têm afetos. Cada um tem uma história corporal. Nosso corpo cresce com a experiência da atividade que praticamos com ele.

Por Elisandra Vilella G. Sé

vyaestelar/mentenaterceiraidade

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Fazendo conexões...

A dança por se tratar de uma forma de expressão corporal e muitas vezes por não fazer parte de nosso cotidiano deve ser encarada como uma nova situação e como tal deve ser analisada e executada com harmonia entre cérebro e corpo. Como qualquer nova informação que exija o sincronismo destes dois agentes para ser concluída, só será efetuada com exatidão quando o corpo estiver recebendo corretamente os dados que lhe estiverem sendo enviados.

Devemos nos conscientizar que a expressão corporal é de fundamental importância para o ser humano, fazendo com que aperfeiçoamos nossa coordenação motora, trazendo ao nosso cotidiano uma grande paz de espírito e quando efetuada em grupo proporciona a convivência social saudável, além de estarmos fazendo exercícios físicos que com certeza beneficiarão nosso organismo. A dança como qualquer outra situação inusitada, às vezes nos causa exaustão, no entanto devemos sobrepor a este fator os benefícios que ela pode nos trazer.

Então vamos dançar

por Inacio Loiola Moskito

sábado, 26 de março de 2011

Postura na Dança

Postura significa a posição do corpo ou dos corpos, ou a atitude destes corpos. Na dança, a postura dever ser encarada como o conjunto destas idéias, que deverão ser trabalhadas durante todo o ensino da dança. Como seria estranho assistir a um tango portenho executado por dançarinos que o fazem com uma postura de sambista malandro do Rio de Janeiro!
Toda dança folclórica de cunho popular ou tradicionalista tem seu tipo peculiar de postura, feita com maior ou menor altivez. Em um salão em que estão dançando dez casais sendo que todos estejam fazendo as mesmas figuras, no caso um chote figurado, certamente a diferença consistirá na postura utilizada por cada um deles.  É difícil encontrar alguém que não goste de dançar ou de assistir um baile ou fandango. Mesmo que estes salões estejam lotados, casais sobressaem, ou por alguns apresentarem uma bonita postura, ou ao contrário, por exagerarem tanto que se tornam ridículos.  A condução da dança é feita pelo homem, que além de aprender a praticar seus passos, deve também treinar o controle da dança;  já a mulher deve praticar o deixar-se conduzir na dança.  Não devemos confundir o ato de conduzir com carregar ou arrastar, a mulher pode tomar-se mais leve para dançar, se, primeiro, o fizer sempre em meia planta e, segundo, se não apoiar o seu peso no par.  Cada um conduz seu próprio peso, e, se cada um primeiro a sua parte na postura e na coreografia,  tendo perfeito domínio do que deve fazer individualmente, tudo ficará muito mais fácil no momento de se juntar com o par. A postura correta auxilia a condução feita pelo homem nos deslocamentos suaves da mulher


Dança de Salão porque...



A dança de salão é um conjunto de danças feitas entre o casal, que podem ser realizadas social ou competitivamente. A dança de salão é uma dança social que pode funcionar como recreação e ser apreciada para quem dança e para quem vê.
Segundo o Centro de Dança Stella Aguiar, a dança de salão era chamada de danças sociais, surgiu por volta do século XIV e era dançada exclusivamente pela nobreza. [Stella Aguiar]
Por meio da colonização e com o passar do tempo as danças sociais popularizaram-se, desdobraram-se e deram origem a vários estilos rítmicos de dança que se misturava com as formas locais populares desencadeando no que conhecemos atualmente como dança de salão. O tango na Argentina. O samba no Brasil. A salsa, o bolero e a rumba em Cuba.  O swing nos EUA. E por aí vai… São ritmos e estilos de dança que a compõe.
A dança de salão possui muitos benefícios para a terceira idade. O New England Journal of Medicine, por exemplo, há alguns anos atrás, publicou uma pesquisa que constatou que a dança pode contribuir para reduzir o risco da doença Alzheimer e outras formas de demência em idosos. Ainda que tenha benefícios significativos para a terceira idade, a dança de salão também pode e deve ser praticada por qualquer faixa etária.

Dança de Salão indicada como exercicio...

Depois de mais de um ano fazendo musculação e aeróbica na academia, os joelhos da estudante Ana Prado Nogueira, 19, começaram a doer. Ela até que tentou manter a malhação, mas as dores foram mais fortes e a levaram da academia para o ortopedista.  Diagnóstico: estresse devido à sobrecarga. "Tive que parar por uns oito meses", conta ela, que faz cursinho preparatório para o vestibular. Depois de recuperados os joelhos, o médico autorizou a volta aos exercícios, mas alertou que ela precisaria escolher uma modalidade que não forçasse tanto. Ana preferiu dançar e pratica há quatro meses dança indiana, duas vezes por semana.

Assim como a estudante, outros paulistanos vêm trocando os aparelhos, as piscinas e a ginástica pela pista de dança e, por indicação médica ou em busca de um exercício diferente, vêm mantendo a forma física ao som de forró, gafieira, bolero, tango ou frevo. "E é impressionante o efeito", comemora Ana. "Parece moleza, mas é puxado. São duas horas suando, meus músculos das pernas estão superfortes e não senti mais nada nos joelhos. "Para a coordenadora do curso de dança da Unicamp, Graziela Estela Fonseca Rodrigues, 51, há ainda um fator de equilíbrio do corpo que a dança incentiva. "A dança trabalha com a totalidade do corpo. Não só os aspectos físicos, mas também os emocionais", afirma.

Depressão
A dona-de-casa Rosa Paula Ibarra, 60, conta que quem a vê hoje nem acredita que, há cinco anos, ela era uma mulher deprimida, que dependia de remédios até para dormir. "Em 2000, fiquei viúva, me sentia triste e solitária", diz. Foi o neurologista que indicou mais vida social e exercícios físicos. Ainda relutante e pouco animada, Rosa procurou a academia, incentivada pela filha, professora de dança.
Há um ano, ela não toma mais nenhum antidepressivo. Hoje ela namora Antonio, 64, que conheceu no clube Piratininga, um dos templos dos bailes de São Paulo, e não perde as saídas para dançar com o pessoal da academia às sextas, aos sábados e aos domingos."É infalível. Vamos sempre.